Casamento Civil da Larissa

Nossa queridíssima noiva Larissa nos contratou para fazer os doces da festa de seu casamento. Como seria apenas a cerimônia do Civil, seria uma festa em casa, com a família e os amigos mais próximos. Não menos importante do que uma festa grande, não podia faltar de jeito nenhum uma linda mesa de doces finos, noivinhos no topo de um lindo bolo e um casal de noivos apaixonados e felizes!

A Biscotteria foi contratada não só para produzir os doces, mas também os noivinhos do topo do bolo. A princípio, os noivinhos seriam confeccionados em pasta americana, mas nós, meninas descoladas e ousadas, resolvemos testar nossa habilidade na massa de biscuit. E para a felicidade dos noivos, deu certo! Eles vão poder guardar sua esculturinha para sempre!!!

Os noivinhos tinham cara de bonequinhos e não caricatura, como sugerimos. Estavam um de frente para o outro, um segurando a mão do outro e um buquê na mão da noiva. No chão, um par aparelhos celulares. O vestido e cabelo da noivinha também foram feitos de acordo com a orientação dos noivos.

Para a mesa de doces produzimos: Caixinha de chocolate com doce de damasco, bombons de nutella, trouxinha de massa filo com doce de nozes, camafeu de nozes banhado no chocolate, bicho de pé, brigadeiro e deliciosas trufas de chocolate tradicional.

Ah, só um parenteses sobre as trufas:  Elas são muito macias dentro e com uma casquinha de chocolate fininha por fora, que se quebra quando mordida derrentendo o recheio na boca…. sim, sou fanática por elas!

Vejam o resultado:

 

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A história do biscoito

O aperfeiçoamento dos biscoitos vem desde a idade da pedra até os tempos modernos.

Segundo as lendas, os antigos comiam grãos crus, moendo-os lentamente e triturando com os dentes, com isso surgiu a idéia de se amassar os grãos entre duas pedras, misturando água àquela massa e seca-la ao fogo, tornando-a numa pasta seca e dura.

Este processo, foi sem dúvida, um grande progresso no sistema alimentar do homem, embora não houvesse uma forma definida, devido o sistema de trituração, mas ao ser composto por outros componentes, começou a tomar sua forma, ao que seria semelhante a um pão duro, foi na verdade o precursor do que hoje chamamos de biscoito, bolacha, etc.

Os egípcios mostravam para a prosperidade, desenhos e formulações de vários tipos de bolachas secas, estando tão desenvolvidas que as castas nobres já dispunham de um tipo de biscoito ou bolachas secas (algo parecido com: ” fabricado especialmente para…” ) Os primeiros biscoitos foram servidos adocicados (com mel, uma vez que o açúcar ainda não era conhecido) e eram objeto de gentileza para com amigos ou nobres, presentes, enfim. Na época, um especialista em fabricar os biscoitos podia ser comprado, alugado por dias, tomado à força, em resumo, era um objeto, um escravo de luxo. Isso porque o mister de fabricar pães, biscoitos e bolachas era um trabalho escravo que passava por gerações de uma mesma família.

A evolução do alimento foi um fator natural e as suas variedades especializadas foram sendo compostas.

O antigo viajante necessitava levar sua bagagem, o seu próprio pão, mas este tinha uma tendência a se deteriorar rapidamente, portanto o produto era cozido mais de uma vez e consideravelmente despojado de sua umidade.

” Biscoito” , foi o termo usado para descrever o pão cozido, duro, que se podia guardar sem estragar. A origem tem duas palavras francesas: “Bis” e ” Coctus” , significando “cozido duas vezes”.

O processo de fabricação era muito simples, tomava-se o pãozinho e se aplicava um duplo cozimento para tirar o excesso de umidade, assim evitava que o estragasse, após o cozimento do pão, deixava-o por um dia, em uma câmara seca, a fim de “secar a água”, para conserva-lo.

O Biscoito deveria ser comido “somente após ter sido devidamente imerso em leite de cabra ou na sopa”, seu provável tamanho e consistência devida torna-lo duro demais para os já modificados dentes do homem da época.

A forma que o pãozinho seco (biscoito) tomou foi a de um pequeno pastel recheado de carne, que era chamado de “pão do viajante”.

A popularidade do “biscoito” aumentou, rapidamente, (em meados do século XVII), quando na Europa começou-se a adicionar chocolate ou chá ao biscoito. Criando o sabor e aroma, desde então para estimular as suas vendas, investiam-se os mais variados tipos de gostos e aromas. O progresso dos negócios dos biscoitos alertou as municipalidades para uma boa fonte de renda em taxas e impostos, sobre os já populares “biscoitos para chá” . Esta súbita oneração, determinou, em retorno, uma busca por métodos e modos mais econômicos e de maior rendimento; o início da industrialização.

A Inglaterra mostrou ser um bom mercado produtor e aí se fabricavam vários tipos de biscoitos muito saborosos e procurados; sua exportação foi iniciada para as suas colônias e logo, quase todas as cidades importantes dos Estados Unidos já consumiam o “biscoito para chá e café dos ingleses” . Nos seus primeiros anos de colônia não industrializada, os Estados Unidos não tinham condições de fabricar os biscoitos, mas reconhecendo a importância do mercado, importaram da Inglaterra os equipamentos necessários e deram início a uma florescente indústria de biscoitos. O passo seguinte, em razão da necessidade de fabricarem peças de reposição para as máquinas, foi logicamente à implantação, no norte, das indústrias para a fabricação de equipamentos de biscoitos.

Estava assim determinados os declínios das importações de biscoitos ingleses, e o início de, hoje poderosa, indústria norte-americana de biscoitos.

Daí em diante, a evolução se fez de forma acelerada; até o nome “biscuit”, inglês, foi abandonado e os produtos americanos foram rebatizados de ” cookies” (nome de origem holandesa).

Isto fez com que se criasse uma separação bem definida entre os tipos de biscoitos; os “cookies” eram os de paladar adocicados e os ” saltines”, o acentuado sabor salgado.

Os “cookies” eram “levantados” por ação química e os salgados eram ” fermentados” por meios biológicos. Hoje se pode contar com mais de 200 tipos de biscoitos, com uma indústria altamente especializada, com formulações perfeitas, com um total controle do seu mercado e dentro de um processo de sofisticação muito desenvolvido.

O que havia começado com um trabalho escravo, ao tempo dos gregos, romanos e dos egípcios, hoje faz parte de um complexo industrial, dos mais importantes dentro do setor de alimentação.